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Game pode ajudar sua mente a resistir à tentação de comer doces?

App quer mostrar como não escapar da dieta

Doces Chocolate

 

Um jogo de computador pode ajudar seu cérebro a resistir à tentação de doces?

 

Essa é a questão que pesquisadores da Universidade de Drexel esperam responder com estudos lançados esse mês. Eles desenvolveram um jogo de computador e um aplicativo para smartphone para ajudar pessoas a controlarem hábitos alimentares ruins e perderem peso.

O jogo é desenvolvido para melhorar o “controle inibitório”, a parte do cérebro que impede impulsos não-saudáveis, mesmo quando o cheiro da batata frita praticamente chama as pessoas pra dentro da lanchonete.

Eles também desenvolveram um aplicativo móvel que inteligentemente detecta padrões nos hábitos alimentares. Quando os usuários são susceptíveis de escapar de seus planos alimentares, o aplicativo fornece estratégias adaptadas para colocá-los de volta aos trilhos. Os pesquisadores estão agora procurando participantes para os dois estudos.

Sessenta e nove por cento dos adultos que vivem na Filadélfia estão com sobrepeso ou obesos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Embora uma série de fatores contribuam para a epidemia de obesidade da cidade, muitas vezes, a mente é o maior obstáculo quando se trata de perder peso, explica o PhD e professor de psicologia Evan Forman.

 

Estudos demosntram, por exemplo, que alimentos doces desencadeiam as mesmas substâncias químicas do cérebro que fazem as pessoas se sentirem bem, como drogas que causam dependência.

 

“Milhões de pessoas estão tentando perder peso, e estão fazendo isso de forma razoável – tentando reduzir as calorias. Mas você vai acabar escapando de seu plano de dieta, o que praticamente acontece com todo mundo “, diz o psicólogo.” Pode-se dizer que o segredo para ajudar as pessoas a realmente perderem peso está em impedir esses lapsos, então nos concentramos na melhor forma de fazer isso”.

 

Melhore seu dia, treine seu cérebro

 

Durante todo o dia, as pessoas fazem escolhas sobre os alimentos vão consumir. Sem dúvida há uma parte do seu cérebro que direciona para coisas que sejam gostosas.

Vamos supor que um colega traz uma caixa de donuts para o escritório. Para uma pessoa que habitualmente consome doces, a primeira reação é: “Eu quero um.” A resposta secundária tenta bombear os freios sobre esse impulso. Mas essa reacção é tipicamente mais lenta e menos forte do que o impulso, lembra o psicólogo.

“No entanto, estudos têm mostrado que, se você fizer determinadas tarefas que envolvem este controle inibitório uma e outra vez, ele realmente fica mais forte”, explica.

Forman e uma equipe de investigadores testaram esta teoria em um estudo recente, publicado na revista Appetite. Comedores habituais de snacks foram enquadrados em exercícios de curta duração, destinados a aumentar a consciência na tomada de decisões e reforçar o controle inibitório. O estudo concluiu que os treinamentos foram bem sucedidos na redução do hábito de comer “lanchinhos”.

Os pesquisadores agora querem descobrir se o treinamento do controle inibitório pode ajudar os participantes a reduzir o seu consumo de alimentos açucarados e, finalmente, perder peso.

O jogo
Balas de acucar
O jogo de treinamento – chamado DietDash – solicita aos participantes que revelem os tipos de alimentos açucarados que consomem com mais frequência. Eles então são associados a uma das quatro versões personalizadas para sua dieta. Por exemplo, se alguém listar refrigerantes e biscoitos de chocolate como seus doces favoritos, esses itens aparecerão no jogo.

Os jogadores são instruídos a pressionar certas teclas para responder a diferentes tipos de imagens, incluindo fotos de alimentos açucarados saborosos e imagens de alimentos saudáveis. Como o controle inibitório do jogador melhora, a velocidade do jogo aumenta para um desafio extra. Os usuários são instruídos a jogar este jogo durante oito minutos por dia, todos os dias, durante seis semanas.

Embora outros estudos de menor duração tenham demonstrado que esse tipo de treinamento afeta temporariamente os hábitos alimentares dos usuários, os pesquisadores querem saber o que vai acontecer ao longo de dois meses.
“O estudo é realmente o primeiro nesta linha a tentar treinar pessoas por semanas consecutivas”, ressalta o PhD. “Achamos que isso pode se traduzir em comportamentos do mundo real, porque apenas como qualquer tarefa, ela melhora com a prática.”

Um App para vigiar seu plano alimentar

O segundo projeto dos pesquisadores é um aplicativo de perda de peso chamado DietAlert, desenvolvido com financiamento do Weight Watchers and the Obesity Society.

Utilizado em conjunto com outro aplicativo, ele coleta informações sobre os hábitos alimentares dos usuários e usa um algoritmo matemático para determinar quando eles são mais propensos a falhar em seus planos de dieta.

Por exemplo, o aplicativo pode concluir que uma pessoa tem mais tendência a comer junk food depois do almoço, se ela deixou de tomar café da manhã. Como ele aprende sobre os padrões de alguém, vai enviar um alerta de aviso e oferecer uma dica para ajudar o usuário em seu plano de saúde.

“Este aplicativo tem como alvo cada pessoa exatamente quando ela precisa de ajuda”, resume o pesquisador.

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Os efeitos da cocaína na estrutura do cérebro

Os efeitos da cocaína na estrutura do cérebro

 
cocaina
 

Um novo estudo publicado pela revista Addiction Biology indicou que o consumo de cocaína a longo prazo pode produzir alterações em partes do cérebro responsáveis ​​pela regulação da impulsividade e pela capacidade de analisar as próprias decisões. A pesquisa fornece um panorama sobre o que impulsiona o vício e mostra que as pessoas que desenvolvem dependência da droga podem acabar tomando decisões ruins em outras áreas da vida.

 

Para realizar o estudo, os pesquisadores recrutaram 30 indivíduos dependentes de cocaína – todos abstinentes no momento do experimento – para participar de um exercício de jogos de azar, em que se ganharia ou perderia dinheiro em função da sua capacidade de adivinhar qual número apareceria sobre uma tela. Usando várias técnicas de imagem, os autores do estudo foram capazes de medir a atividade no tecido e na microestrutura nos cérebros dos participantes.

 

Eles observaram que, em comparação com os não usuários, os indivíduos dependentes de cocaína tiveram um aumento da atividade no estriado ventral, que faz parte do circuito de recompensa do cérebro. É importante ressaltar que a atividade nesta região estava elevada, independentemente se o indivíduo havia ganhado ou perdido o desafio do jogo, ou seja, os resultados negativos não diminuíram o desejo do indivíduo de buscar as recompensas associadas a uma atividade em particular – neste caso o jogo. Isso mostra que a hiperatividade no circuito de recompensa pode ser um importante motor do vício.

 

Cocaine

 

Além disso, os pesquisadores descobriram padrões anormais de atividade em partes do córtex pré-frontal medial em usuários de cocaína, principalmente nas áreas que abrangem o córtex cingulado anterior e o córtex orbitofrontal, ambos associados com a avaliação dos resultados das próprias decisões e atribuição de importância a esses resultados. O sistema está ligado à codificação de sinais de recompensa e punição.

 

Como era esperado, quando a tarefa do jogo foi realizada por indivíduos que não eram viciados em cocaína, as perdas resultaram em um aumento robusto na ativação nestas regiões do cérebro, permitindo-lhes avaliar e analisar seu comportamento e reagir em conformidade. No entanto, nenhuma ativação foi notada nos usuários de cocaína, o que sugere que a sua capacidade de pensar sobre as consequências das suas decisões pode ter sido prejudicada.

 

Estas alterações funcionais foram correlacionadas com anormalidades estruturais nessas mesmas regiões do cérebro. Por exemplo, o aumento do volume de substância cinzenta foi observado em partes do circuito de recompensa, tais como o núcleo caudado.

 

Embora ainda não se saiba o quanto de cocaína uma pessoa deve consumir para que estes efeitos sejam produzidos – ou, na verdade, se eles podem ser revertidos – o estudo oferece uma visão importante sobre as mudanças estruturais e funcionais que o uso constante da droga causa no cérebro.

Hormônio pode comprometer nossa capacidade de controle de impulsos

 

 

Como controlamos nossos impulsos?

hungryboy

 

Ir ao supermercado quando se está com fome pode resultar, muitas vezes, em algumas compras desnecessárias.  Às vezes, acabamos comprando um bolo de aniversário inteiro só para o jantar, não é verdade? Uma nova pesquisa, porém, sugere que essa pode não ser a única tarefa desaconselhável quando se está de estômago vazio. De acordo com estudo publicado pela revista Neuropsychopharmacology, um hormônio liberado quando estamos com fome interfere diretamente numa parte do cérebro que controla a impulsividade, tornando-nos mais propensos a tomar decisões erradas.

 

O hormônio em questão é a grelina e seus níveis tendem a subir um pouco antes dos horários das refeições. O objetivo dessa alteração hormonal é fazer com que os seres humanos consumam alimentos para que continuem vivos. Além de tudo isso, a grelina também tem papel importante na regulação do centro de recompensa do cérebro, que é o que nos conduz a procurar estímulos como sexo e drogas, além da comida.

 

A atividade deste centro de recompensa, por sua vez, está intimamente ligada à impulsividade, que se refere à nossa capacidade – ou falta dela – de exercer a moderação em nossa busca contínua por prazer. Uma região chave do cérebro chamada área tegmental ventral (VTA), que faz parte do centro da recompensa, desempenha um papel crucial na modulação da impulsividade, levando os autores do estudo à hipótese de que a grelina pode, de alguma forma, comprometer a atividade do VTA.

 

Para investigar isso, os pesquisadores ensinaram ratos a executar três tarefas relacionadas com a impulsividade. A primeira delas, conhecida como o reforço diferencial de baixas taxas (DRL), exigia que os ratos esperassem um certo tempo antes de pressionar uma alavanca, após o qual iriam receber uma recompensa açucarada. A segunda tarefa, referida como o teste “go” / “no-go”, observou se os ratos receberiam a recompensa se eles pressionassem ou se abstivessem de pressionar uma alavanca, dependendo se uma luz brilhava ou um som tocava. Por último, o teste de atraso descontado expunha os ratos a uma escolha, na qual eles poderiam mover uma alavanca imediatamente para receber um comprimido de açúcar, ou esperar um determinado período de tempo antes de movê-la para receber quatro comprimidos.

 

Balas de acucar

 

Após os ratos terem dominado todos estes ensaios, os investigadores injetaram grelina nos seus cérebros. Isso fez com que eles pressionassem prematuramente a alavanca durante o DRL ao mesmo tempo, tornando-os três vezes mais propensos a pressionar a alavanca em vez de esperar no teste “go” / “no-go”. Eles também se tornaram muito menos capazes de esperar a recompensa maior no teste de atraso descontado, o que indica que o hormônio afetou tanto sua impulsividade motora quanto seus processos de tomada de decisão.

 

Para confirmar o papel da grelina, os pesquisadores repetiram o experimento com ratos famintos, e não aqueles que tinham recebido injeções do hormônio. Mais uma vez, os roedores se tornaram menos competentes na execução de todas as três tarefas. No entanto, quando os autores do estudo injetaram nos ratos um inibidor da grelina, seus níveis de desempenho voltaram ao normal.

 

Finalmente, eles decidiram injetar grelina diretamente naárea tegmental ventral (VTA), em vez de no centro de recompensa, a fim de confirmar a importância dessa região particular do cérebro quanto ao controle da impulsividade. Isso foi “suficiente para reduzir a eficiência que havíamos observado com as injeções de grelina no cérebro inteiro”, escreveram os autores, indicando que o VTA era de fato inteiramente responsável por este aumento da impulsividade e quebra de autocontrole.

 

Além de revelar as razões (às vezes, acabamos comprando um bolo de aniversário inteiro só para o jantar), os resultados deste estudo também fornecem uma base potencial para o tratamento de certos distúrbios comportamentais. Como a co-autora do estudo, Karolina Skibicka, da Universidade de Gotemburgo, explicou, “receptores de grelina no cérebro podem ser alvo para o tratamento futuro de transtornos psiquiátricos que são caracterizados por problemas com impulsividade e até mesmo por distúrbios alimentares.”

 

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Praticar corrida pode aumentar o poder do seu cérebro!

Mulher correndo ao sol
 
Muitos estudos – tanto com animais e com pessoas – já comprovaram os benefícios dos exercícios físicos para a cognição e função do cérebro: melhor memória espacial, memória de trabalho, velocidade de processamento, só para citar alguns. Isso se dá devido ao fato de que o cérebro possui uma incrível capacidade de se reformular e se reorganizar em resposta às atividades físicas e cognitivas ao longo de nossas vidas. O fato de que o ambiente pode alterar a composição do cérebro levou a uma série de outras pesquisas sobre o assunto, mais conhecido como neuroplasticidade ou plasticidade cerebral.

 

No último mês de maio, a revista científica NeuroImage publicou uma série de estudos, de diversos neurocientistas e pesquisadores ao redor do mundo, que  exploram os efeitos da atividade física sobre o cérebro. Em um deles, uma equipe liderada por Henriette van Praag, do National Institutes of Health nos EUA, estudou como as redes cerebrais são afetadas em ratos após a execução de exercício numa roda giratória silenciosa com cerca de 11cm de diâmetro. Eles se concentraram em monitorar a atividade cerebral no hipocampo, uma importante área do cérebro para a navegação espacial e formação da memória.

 

Após análise, os resultados revelaram que ao correr, há uma espécie de recrutamento para a entrada de novos neurônios em ação no hipocampo e áreas do cérebro que desempenham um papel no processamento da informação. “Houve de fato um aumento da produção de novos neurônios no hipocampo”, afirmou van Praag, acrescentando que “nos seres humanos, o exercício também aumenta o volume do hipocampo e sua vascularização”.

 

CorridãoPB

 

Em outra frente de pesquisa científica sobre o assunto, Claire Sexton e seus colegas da Universidade de Oxford na Inglaterra, iniciaram estudos com exames de ressonância magnética observando como a atividade física afeta as massas branca e cinzenta em cérebros envelhecidos. A substância branca contém os axônios – fibras nervosas responsáveis pelas sinapses – que ligam diferentes partes da massa cinzenta entre si. Embora os níveis mais elevados de aptidão física comprovadamente proporcionavam efeitos cada vez mais benéficos sobre os volumes de matéria cinzenta em adultos mais velhos, a relação com a matéria branca ainda não ficara bem estabelecida.

 

No entanto, nos 29 estudos seguintes por eles revisados, a equipe descobriu que os níveis mais elevados de atividade física estavam frequentemente associados com melhores resultados observados na massa branca, seja em sua estrutura e volume mais bem conservados ou mesmo observando a redução da gravidade das lesões da matéria, consequências da idade.

 

Em todo o mundo, o declínio cerebral e cognitivo relacionado à idade é um problema de saúde crescente. Inatividade, tanto física quanto cognitiva, é o principal fator de risco que contribui para esse declínio e podem acelerar os sinais de doenças neurodegenerativas.

 

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A esquizofrenia é uma doença genética?

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Cientistas já identificaram centenas de regiões do genoma humano que estão ligadas à esquizofrenia. Estas descobertas são muito interessantes porque fornecem pistas para a base biológica desta doença devastadora e porque podem nos ajudar a desenvolver tratamentos mais eficazes. No entanto, as tentativas de entender como os genes contribuem para os sintomas que os pacientes vivenciam revelam o quão complexo – e pouco compreendido – é o cérebro humano.

 

Marcações genéticas

A esquizofrenia afeta 1 em cada 100 pessoas. A doença não tem cura e os pacientes sofrem com alucinações, delírios e sérios problemas de interação social. Já existem drogas e medicamentos que estão disponíveis para tratar alguns dos sintomas, mas eles não funcionam para todos e, muitas vezes, geram efeitos colaterais desagradáveis. Confira a reportagem sobre a pesquisa científica que está sendo feito com a neuroterapia cognitiva utilizando nossos exercícios computadorizados para pessoas portadoras de esquizofrenia.

 

Fatores genéticos e ambientais são os responsáveis pela desordem. Nosso genes influenciam o desenvolvimento do nosso cérebro para nos tornar mais ou menos sensíveis a certas doenças, dado o ambiente em que nos encontramos. Ter um parente com a doença aumenta o risco de se ter esquizofrenia, porém, não é regra. Vale ressaltar que não há um único gene que cause a doença, e sim vários que, somados, aumentam a probabilidade. Muitas das diferenças genéticas que aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a esquizofrenia são comuns na população em geral. Estas diferenças consistem em mudanças individuais nas sequência de DNA que “marcam” as regiões do genoma e, presumivelmente, genes próximos. Mais de 100 marcações têm sido associadas à esquizofrenia atualmente e provavelmente outras serão descobertas.

 

Do DNA ao diagnóstico

O desafio agora é entender por que essas regiões marcadas estão ligadas à doença. Pesquisadores investigam como as diferenças nas regiões marcadas referem-se a mudanças nas moléculas que formam os blocos de construção das células do cérebro, nossos neurônios. Para isso investigam a forma como estas alterações influenciam a maneira que os neurônios funcionam dentro do cérebro e, finalmente, como a função cerebral alterada resulta nos sintomas sofridos pelos pacientes. No entanto, os estudos iniciais demonstram que fazer a transição das marcações genéticas para os sintomas do paciente será uma tarefa hérculea, e isso enfatiza o quão pouco nós sabemos sobre o cérebro humano.

 

 

Genes Esquizofrenia

 

A identificação de marcações genéticas implicadas na esquizofrenia é apenas o início da nossa jornada. O verdadeiro desafio não reside em descobrir quais são os genes relevantes, mas sim porque eles são os genes de risco. Já se sabe que, em muitos casos, os genes e transcritos associados com a esquizofrenia podem ser específicos para os seres humanos, em particular para o cérebro humano em desenvolvimento, e que a função de muitos ainda será um mistério.

 

Resolver esse quebra-cabeça é um desafio enorme e exigirá trabalho conjunto e interdisciplinar de pesquisadores. Se alcançarmos essa façanha, teremos o potencial de transformar a nossa compreensão sobre as doenças psiquiátricas. No entanto, esses estudos nos mostram o altíssimo grau de complexidade do cérebro humano, revelando o quanto ainda temos de entender sobre como ele é moldado pelos nossos genes.

A nova era cognitiva

IntelliGym

 

Softwares que podem melhorar as suas habilidades cognitivas se tornarão tão prevalentes quanto às academias de ginástica de hoje, de acordo com Danny Dankner, chefe executivo de Engenharia Cognitiva Aplicada, desenvolvedor do software de treinamento cerebral Intelligym

 

Você está desenvolvendo um software de treinamento cerebral para jogadores de futebol americano. Poderia explicar como ele funciona?

Fazemos uma análise completa de uma tarefa específica (jogar futebol americano). Isto é feito através de uma série de observações e análises de vídeos, coisas assim. Em seguida, montamos um mapa cognitivo muito detalhado que envolve todas as habilidades cognitivas necessárias para que se possa ser um jogador de futebol americano eficaz. Habilidades como a consciência espacial, a antecipação, a memória de trabalho e assim por diante. Com este mapa em mãos, montamos um ambiente de treinamento que se parece com um jogo de vídeo game que estimula exatamente as mesmas habilidades cognitivas.

 

Você pode dar um exemplo?

Descobrimos que a memória de trabalho é uma habilidade muito importante para os jogadores, e isso é verdade para outros esportes de equipe também. Pense num jogador que corre em campo com a bola, e há outros jogadores, que poderiam ser da sua própria equipe ou da equipe rival, e eles estão correndo atrás dele. Ele tem que olhar rapidamente para quem está correndo atrás dele e, em seguida, ele correndo para frente. Ele precisa processar em seu cérebro onde os outros jogadores estão localizados e quais são as suas trajetórias, mesmo se você não está tendo contato visual naquele momento. Esse tipo de processamento, de ter uma visão de olho de águia, esta é uma habilidade que pode ser treinada e adquirida. Nosso ambiente de treinamento é projetado como um jogo de videogame. No caso do futebol americano, usamos uma metáfora de espaço de batalha. Imagine um bando de naves espaciais, onde você tem duas equipes de naves e algumas dessas naves espaciais se tornarão invisíveis. Elas ainda estão presente e ainda são parte desta batalha, mas se você quiser ter sucesso neste jogo, você realmente precisa saber onde elas se dirigem mesmo quando elas estão invisíveis. Então, começamos o jogo num nível básico, onde apenas uma nave torna-se invisível e vai muito devagar, e depois torna-se cada vez mais rápida e mais e mais naves se tornam invisíveis. Descobrimos que quando se faz isso repetidamente no contexto correto de treinamento, você chega a um nível mais alto de desempenho e isso se traduz muito, mas muito eficazmente para o campo de jogo. Então da próxima vez que você estiver jogando futebol você saberá melhor onde os jogadores estão localizados mesmo sem estar olhando para eles.

 

Por que você está focando especificamente em esportes?

Essa tecnologia não se limita ao esporte, mas no mundo do esporte será muito evidente a visualização da diferença entre um jogador treinado e alguém que não fez este treinamento. No mundo de hóquei no gelo, desde que começamos a treinar a equipe nacional do sub-18 dos Estados Unidos de 2009, eles ganharam o título de campeão mundial seis vezes, o que nunca aconteceu antes na história do hóquei no gelo. A diferença no desempenho é muito significativa.

 

Até que ponto você acha que o treinamento cerebral se tornará prevalente?

A melhor comparação a se fazer é com o treino físico que não era tão difundido há 30 anos. Hoje, se você pensar em academias de ginástica, sobre as pessoas que vão fazer o seu treino de esteira e levantar pesos, isso já é muito difundido. Então, eu vejo o treinamento cerebral da mesma forma. Sempre haverá pessoas mais preguiçosas, que não estão dispostas a investir em seus cérebros e em seus corpos. Mas eu acho que crescerá o número de pessoas que vão perceber que investir em seu cérebro, em suas habilidades cognitivas, em seu nível de desempenho, é tão importante quanto investir em treino físico. Se você treinar o seu cérebro regularmente, a sua qualidade de vida vai melhorar.

 

DannyIntelligym

 

Então o treinamento cerebral será tão prevalente quanto o treinamento físico no futuro?

Essa é a nossa visão. Isso é o que nós pensamos. E você vê mais e mais dados que são colhidos e que apontam nessa direção. Por uma questão de fato, se você pensar apenas num exemplo. Imagine duas pessoas que têm a mesma idade, digamos, 70 anos. Elas têm áreas brancas em seus cérebros, as áreas brancas são áreas mortas quando você faz um exame de imagem. Você vê que a quantidade de tecido que tem sido impactado é praticamente o mesmo. Mas uma pessoa está em uma cadeira de rodas e mal consegue ser funcional e a outra parece perfeitamente normal e você pode ter uma conversa com ela sem saber que alguma coisa está acontecendo em seu cérebro. Então, como é que isso pode acontecer? Há dados que indicam que quanto mais ativo é um cérebro, mais ele pode compensar a deterioração relacionada com a idade. Assim, com mais e mais dados mostrando que a atividade cerebral tem um papel importante na sua qualidade de vida e na sua funcionalidade diária, acho que as pessoas vão investir mais tempo nisso.

 

Você está coordenando o projeto BrainPEER, financiado pela União Europeia, para desenvolver o software Intelligym para o futebol americano. Qual tem sido o papel do financiamento público para desenvolver esse produto?

É sempre o caso quando você tenta aplicar a ciência básica num contexto totalmente novo. A quantidade de esforço, de pesquisa e desenvolvimento e os testes, a calibração e a medição que são necessários para finalizar um produto como este é imensa. Então, em grande medida, o que posso dizer é que claramente sem esse apoio do financiamento público nós não teríamos conseguido realizar esse trabalho.

 

Qual é o próximo passo depois de finalizar esse projeto com o futebol americano?

Nós realmente gostaríamos de entrar em outros mercados profissionais. Se pudéssemos ajudar os profissionais médicos, os profissionais de saúde para que possam tomar decisões melhores, isso seria maravilhoso. Outro domínio interessante é relacionado com motoristas. Se você tem motoristas que são cognitivamente treinados e capazes de manter a sua concentração por mais tempo, e que possam ter uma melhor antecipação, você pode reduzir o número de acidentes e lesões. Isso também seria excelente. Existem outras áreas, como por exemplo a segurança pública e aplicação da lei. Pensando na polícia, corpo de bombeiros, forças de segurança nacional, se você pode treiná-los e torná-los mais eficazes na tomada de melhores decisões, isso também poderia ser muito útil. Se você também considerar os estudantes, jovens estudantes ou estudantes universitários no nível académico, podemos ajudá-los a fazerem suas tarefas melhor. As oportunidades são realmente muito, muito grandes.

 

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Startup desenvolve fones de ouvido “que liberam dopamina”

Nervana Fones AlegresDentre as curiosas novidades anunciadas na Feira de Eletrônicos em Las Vegas 2016 como o despertador com cheiro (US$ 89) , capacete com visão de raio-x, colar tradutor de línguas (ambos ainda sem preços divulgados, mas com previsão de inicio de comercialização já a partir deste mês de abril), figuraram também um conjunto de fones de ouvido (US$ 299) teoricamente desenvolvidos para te deixar mais feliz.

 

Chamados de Nervana, estes fones foram desenvolvidos por uma startup americana de mesmo nome, sediada na Flórida, com a finalidade de melhorar o humor das pessoas. A ciência por trás desse novo gadget seria a estimulação do nervo vago.

 

O nervo vago vai do tronco cerebral até o abdômen, atingindo todos os órgãos principais, estando também presente em ambos os lados do corpo. Sabe-se que sua estimulação afeta regiões do cérebro que estão repletas de células que liberam dopamina, que, por sua vez, desempenha um papel fundamental nos centros de recompensa e prazer do cérebro, assim como também na regulação do humor e emoção.

 

A startup Nervana afirma que seus fones de ouvido geram pequenos sinais elétricos – em sincronia com a música sendo tocada – que viajam através do canal auditivo e estimulam o nervo vago, estimulando a liberação de dopamina. Eles partem do princípio de que se este neurotransmissor é liberado durante atividades prazerosas, tais como  jogos de azar, ingestão de junk food e atividade sexual, a estimulação proposta por esse aparelho pode fazer faria com que as pessoas experimente semelhante sensação.

 
Cerebro estimulado 3D
 

Segundo os fabricantes, há evidências que suportam esse princípio: a estimulação do nervo vago tem apresentado alguns resultados promissores para o tratamento de depressão (vide fonte abaixo), que está relacionada a um desequilíbrio de certos produtos químicos no cérebro, incluindo a dopamina. Mas  até agora, para atingir tal efeito, foi necessário o implante cirúrgico de um dispositivo ao invés de um estímulo externo. Por mais que os desenvolvedores do Nervana sejam profissionais médicos, eles ainda têm que produzir provas de que o dispositivo realmente provoca um aumento nos níveis de dopamina.

 

Embora a empresa afirme que não há qualquer risco de hiperestimulação, fica no ar a questão de a dopamina não ser simplesmente um “hormônio da felicidade” e desempenhar uma variedade de funções, tanto relativas ao movimento, cognição e motivação, além da notória associação aos vícios. Como o produto foi lançado sem ser classificado como dispositivo médico, eles não precisaram de aprovação do FDA  – uma espécie de ANVISA norte-americana.

 

Se ele realmente funciona ou simplesmente age como placebo, os usuários e consumidores do dispositivo é que dirão.

Como as estações do ano influenciam nosso cérebro?

Como as estações do ano influenciam nosso cérebro?
estações do ano

 
Assim como a queda sazonal das folhas ou o aumento da incidência de luz solar influenciam a vida das plantas, o cérebro pode ter um ritmo interno ligado ao padrão das estações do ano, de acordo com um estudo recentemente publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
 
Os pesquisadores da Universidade de Liège, na Bélgica, observaram os processos cerebrais cognitivos de 28 indivíduos jovens em diferentes momentos ao longo do ano. Os indivíduos foram convidados a permanecerem no laboratório por quatro dias e meio antes de serem submetidos aos testes, longe das condições sazonais, expostos a níveis de luz e temperatura artificialmente constantes. O objetivo dessa medida era “aclimatar” os voluntários e minimizar os fatores ambientais daquela determinada época de uma forma geral a todos.
 
Os participantes eram submetidos a dois testes – aplicados separadamente – de atenção e de tarefas de memória de trabalho, e suas atividades cerebrais eram monitoradas através de um exame de ressonância magnética funcional.
 
Videogame neuroracer
 

Curiosamente, muitas das ondas cerebrais dos participantes pareciam seguir um padrão sazonal. Os níveis de atividade cerebral na tarefa de atenção atingiram o pico em junho (fim da primavera e início do verão no hemisfério norte) e foram mais baixos em dezembro (início do inverno no h.norte). Como foi explicado pelo Live Science, estes são pontos próximos ao solstício de verão e solstício de inverno, respectivamente. Por outro lado, as respostas do cérebro durante o teste de memória foram maiores no outono e inferiores em torno de primavera.
 
Os resultados sugerem que, dependendo da época, diferentes áreas do cérebro têm que trabalhar mais para sustentar certas funções cognitivas. Essencialmente, os pesquisadores dizem que a fisiologia do cérebro pode alterar para compensar a estação, o que poderia estar relacionado com níveis diferentes de ingestão de calorias.
 
Ao invés de ser o resultado de fatores externos, tais como o efeito físico do tempo sobre o corpo, os cientistas sugerem que esses padrões são mais como um relógio sazonal interno. Segundo eles, isto poderia ter se desenvolvido entre os primeiros seres humanos, dando-lhes uma vantagem evolutiva, ajudando-os a lidar com diversos fatores externos.
 
“Os seres humanos eram muito dependentes de estações há alguns milhares de anos atrás, por isso não é surpreendente ver sazonalidade em seres humanos como ocorre na maioria das espécies”, completam os autores do estudo.
 

Você já conhece nosso programa de treino cerebral desenvolvido para fortalecer as funções cognitivas “das raízes para cima”?

 

Cérebro árvore

 

Raízes saudáveis capazes de absorver nutrientes abundantes e água geram um tronco forte, folhas mais brilhantes e mais frutas. Um exercício cognitivo do nosso programa online de treino fortalece o cérebro das raízes para cima. Esta abordagem é diferente de muitos outros programas, os quais ensinam ao cérebro os “truques” para lembrar, ou treinam o cérebro somente com exercícios de memória diretamente. Uma série de estudos científicos demonstram que tal foco sobre colher os frutos, ignorando as raízes, só tem benefícios limitados.
 
A abordagem que vai das raízes para cima enfatiza a generalização ou a extensão dos benefícios para além da tarefa treinada. Aqui está um exemplo: ao usar um programa em que você pratica a memorização de uma lista de compras, isso pode ajudá-lo a se tornar bom em lembrar uma listas de compras.
 
Em nossa plataforma de treino cognitivo pode ser que você nunca pratique exercícios que envolvam listas de compras. Ao exercitar as raízes da memória, no entanto, você provavelmente vai descobrir que não só é capaz de lembrar-se de listas de compras melhor, mas também lembrar-se de conversas em geral, tarefas do trabalho, aquela palavra que está na ponta da língua, os nomes das pessoas, etc.
 
Essa mudança generalizada – ao que chamamos de transferência real da prática do exercício virtual para melhoria nas funções do dia a dia – é o nosso maior objetivo. Pratique agora!

Implante de microdispositivo no cérebro seria capaz de controlar exoesqueletos?

implante cerebral

 

O campo de próteses já percorreu um longo caminho desde a sua criação. Desenvolvimentos em nanotecnologia levaram à produção de pele artificial, permitindo a amputados “sentir” suas próteses. Avanços cirúrgicos significam que as mãos protéticas podem ser conectadas ao sistema nervoso do nosso corpo. Agora, um novo estudo publicado na revista Nature Biotechnology, apresentou um procedimento de implante no cérebro potencialmente capaz de controlar um exoesqueleto – através de uma interface – servindo como possível solução para diversos problemas relacionados ao movimento.

 

Diferentemente de alguns sistemas de membros artificiais modernos, que conectam os nervos previamente cortados ou danificados às próteses, esta interface foi implantada diretamente no cérebro de ovinos em uma única e curta operação. Tendo o tamanho de um microchip, o dispositivo foi alojado dentro de um vaso sanguíneo sendo capaz de gravar sinais de alta qualidade emitidos a partir do córtex motor do cérebro, a parte responsável pela coordenação de movimento.

 

O dispositivo foi testado nos animais por 190 dias, pois eles possuem um córtex motor anatomicamente comparável ao do cérebro humano. Ao longo do tempo, o dispositivo implantado registrou os sinais elétricos do córtex, alguns dos quais foram forçados a serem produzidos ao estimular eletricamente os membros anteriores de uma ovelha. Estes sinais foram gravados e comparados com dados de outros dispositivos já disponíveis comercialmente, sendo obtidos a partir de um conjunto de eletrodos implantados diretamente na superfície do cérebro por meio de cirurgia.

 

Os autores do estudo concluíram que o novo dispositivo criado gravou sinais do córtex comparáveis ​​com os tipos tradicionais e não causou danos ou coagulação perigosa no interior do vaso sanguíneo em que foi inserido. Notavelmente, a qualidade da gravação melhorou ao longo do tempo, à medida que o dispositivo se tornava cada vez mais incorporado ao vaso sanguíneo.

 

Como o equipamento do tamanho microchip foi claramente capaz de registrar e gravar sinais do córtex motor em ovinos – e os autores deste estudo começaram a especular sobre o que eles poderiam alcançar com o seu uso em seres humanos. Um dos principais pesquisadores, o engenheiro biomédico da Universidade de Melbourne, Dr. Nicholas Opie, disse que a sua equipe “espera obter o controle cerebral direto de um exoesqueleto em três pessoas com paralisia durante os testes em humanos, programados para 2017”.

 

“Atualmente, exoesqueletos são controlados por manipulação manual de um joystick para alternar entre os vários elementos, como por exemplo, ficar de pé, iniciar a marcha, parar e virar”, acrescenta Opie. “O nosso será o primeiro dispositivo que permitiria o controle direto por pensamento”.

 

O fato de registrar sinais elétricos locais de tecido neural e poder estimular eletricamente este tecido, não são novos conceitos (marca-passos artificiais implantados de longo prazo e desfibriladores já existem). Este novo dispositivo seria o equivalente neurológico disso e parece ter conseguido alcançar um avanço significativo na capacidade de gravar sinais, e o mais importante, sem envolver neurocirurgia arriscada e invasiva.

Neurocientistas descobrem gene relacionado à Esquizofrenia

schizophrenia

 

Estudo publicado na última edição da revista Nature aponta para gene específico relacionado ao desenvolvimento de Esquizofrenia.

 

O processo biológico que resulta no desenvolvimento da esquizofrenia pode ter sido finalmente descoberto após uma análise genética detalhada de mais de 60 mil pessoas na tentativa de decifrar quais as características genômicas são mais fortemente associadas com a esquizofrenia.

 

A esquizofrenia é uma condição hereditária que tende a tornar-se evidente no final da adolescência e início da vida adulta, e é caracterizada por comprometimento cognitivo, instabilidade emocional e alucinações. Durante estes anos, a maioria das pessoas passam por um processo chamado de poda sináptica, em que as conexões entre os neurônios – ou algumas sinapses – são eliminados.

 

Embora um certo grau de poda sináptica seja normal nesta fase da vida, em casos extremos, pode haver uma redução anormal do volume de tecido de matéria cinzenta e de estruturas sinápticas em regiões do cérebro que estão fortemente associadas à cognição de alto nível e ao controle emocional, tais como o córtex pré-frontal. Isto é observado em indivíduos com esquizofrenia, embora tal informação já esteja disponível há algum tempo, os mecanismos que causam esta maior poda sináptica permaneciam até então pouco compreendidos.

 

Para tentar resolver este enigma, os pesquisadores analisaram os dados genéticos de 28.799 pessoas que sofrem com a esquizofrenia e de 35.896 de pessoas saudáveis. Em particular, concentraram-se nos genes contidos dentro de uma região do genoma humano – no cromossomo seis – que codifica o principal complexo de histocompatibilidade (MHC). Embora esta proteína seja conhecida principalmente pelo papel que desempenha na imunidade, os genes na região do MHC têm previamente exibido um número de marcadores genéticos que estão associados com a esquizofrenia.

 

Nas descobertas, publicadas na edição de fevereiro da conceituada revista Nature, os autores do estudo encontraram uma forte correlação entre o desenvolvimento de esquizofrenia e a presença de uma variação particular do gene C4. Este gene pode existir em múltiplas formas, que codificam a expressão de duas proteínas diferentes, conhecidas como C4A e C4B.

 

Ambas C4A e C4B promovem a ativação de outra proteína chamada C3, que se ligam a certos alvos dentro do cérebro e da medula espinhal, a fim de “marcá-los” para a destruição por células do sistema imunológico chamadas de microglia. Quando C3 se liga a certos subconjuntos de sinapses, estas são eliminadas por estas células, resultando na poda sináptica.

 

Embora ainda não se saiba o porquê do mecanismo pelo qual a proteína C4A realiza o excesso de poda sináptica enquanto a C4B não realiza esta função, o fato de que as duas proteínas produzam efeitos diferentes é pouco inesperado, dadas as grandes diferenças bioquímicas entre as duas. Por exemplo, C4A prontamente se liga a outras proteínas, enquanto C4B favorece ligações com carboidratos. Portanto, é provável que as duas formas da proteína possuam diferentes locais de interligação nas sinapses.

 

Comentando sobre estes resultados, Bruce Cuthbert – atual diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental (Agência Federal Americana líder na pesquisa sobre doença mental) – ressaltou que esse estudo “muda o jogo” na luta contra a doença mental, uma vez que pode levar ao desenvolvimento de novas terapias que tratam as causas da doença. 

 

Você sabia que a NeuroForma® apóia estudo para o tratamento de pacientes portadores de esquizofrenia e trasntornos cognitivos leves no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro? Saiba mais aqui.